quarta-feira, 30 de março de 2011

PINTURA - GOYA

Francisco José de Goya y Lucientes, conhecido como Goya, «o Turbulento» e considerado «o Shakespeare do Pincél», nasceu a 30 de Março de 1746 em Fuendetodos, Saragoça, na Espanha. Foi um pintor que percorreu a pintura espanhola e europeia, desde o período neoclássico de finais do séc. XVIII, até ao período romântico. Da sua extensa obra, a originalidade e variedade compensam algumas das imperfeições em alguns dos seus quadros, seguindo um percurso notável de evolução ao longo de toda a sua carreira artística. Faleceu em Bordéus, França, a 15 de Abril de 1828.
Poet'anarquista
«Goya»
Pintado por Vicente López Portaña
BIOGRAFIA
30/3/1746, Fuendetodos, Espanha
16/4/1828, Bordéus, França

Francisco José de Goya y Lucientes era filho de José de Goya e de Gracia Lucientes. Começou a estudar pintura em Saragoça, com José Luzán, e mais tarde, em Madrid, foi pupilo do pintor Francisco Bayeu, tendo casado com a irmã deste em julho de 1773.

Em 1770, foi para Itália continuar os estudos, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde ficou encarregado de pintar afrescos para a Capela Nossa Senhora do Pilar.

Trabalho que executou durante dez anos. Em 1775, vivendo em Madrid, pintou uma série de cartões para a Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara, sendo dirigido pelo alemão Anton Raphael Mengs, um dos expoentes do Neoclassicismo.

Conseguiu uma bolsa na Real Academia de São Fernando de Madri em 1780, sendo admitido com o quadro "Cristo na Cruz". Cinco anos depois, tornou-se diretor-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor da corte pelo rei Carlos III, nomeação confirmada por Carlos IV. Pintou os retratos do Conde de Floridablanca (1783), de Carlos III, de Carlos IV, da rainha Maria Luísa (1789) e de outras personalidades. Em 1787, pintou «O prado de São Isidro» e em 1799, «O Manicómio».

Em 1792, quando viajava pela Andaluzia, adoeceu gravemente, ficando surdo. Dessa viagem nasceu a amizade com a duquesa de Alba, que retratou, assim como ao seu marido, em 1795. Em 1796 e 1797, Goya visitou, em estadias prolongadas, a duquesa de Alba e começou a produzir a série de gravuras «Os Caprichos».

Em 1808, o trono foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, imperador dos franceses. Em Dezembro de 1809, Goya jurou fidelidade a José Bonaparte, recebendo em 1811 a condecoração da Ordem Real de Espanha. Nessa época fez «Os desastres da guerra».

Reassumiu o seu cargo na corte com Fernando VII, em 1814, e dissolveu as suspeitas de colaboracionismo com o regime de Bonaparte, apresentando os quadros «O Dois de Maio ou a Carga dos Mamelucos» e os «Fuzilamentos da Moncloa», mostrando a resistência do povo espanhol.

No ano seguinte, a Inquisição acusou-o de obscenidade pela suas «Majas» («Mulher vestida» e «Mulher despida»), mas o pintor conseguiu a «purificação», sendo-lhe restituído a função de Primeiro Pintor da Câmara.

Com a restauração do absolutismo, Goya partiu para Bordéus, na França, em 1824, onde faleceu quatro anos depois.
Fonte: UOL Educação
«O Colosso»
Goya

«São Pedro Arrependido»
Goya

«O Casamento»
Goya

«Bruxas no Ar»
Goya

«Sábado de Bruxas»
Goya

«Saturno Devorando os Filhos»
Goya

 «Tempo»
Goya

«PINTURA - DO NEOCLASSICISMO AO ROMANTISMO»
FRANCISCO DE GOYA

1 comentário:

Anónimo disse...

Que dizer?... MARAVILHOSOS!!!

Muito Grata.

Uma Alandroalense (L...)